Violência contra a mulher: já basta



Oi, Gente Linda! Tudo bem?

Hoje o assunto é muito sério: A Violência Contra Mulheres (tema, inclusive, abordado pelo Enem 2015). Convido todas e todos a lerem e refletirem sobre este artigo.

Eu fui convidada pela assessoria da Specialità Lingerie, para participar da campanha #ComigoNão contra a violência da mulher. A campanha busca conscientizar e alertar não somente as mulheres, mas toda a sociedade, para que tenhamos uma mudança na cultura desigual que hoje reflete em estatísticas alarmantes sobre a condição da mulher.

Através de parcerias com Centros de Referência em Apoio à Mulher e Casas de Abrigo a Mulheres vítimas de violência, a Specialità espera proporcionar uma injeção de autoestima a mulheres que há muito tempo deixaram de sorrir e de tentar construir uma vida digna.

Com o apoio de diversas Blogueiras do mundo da moda e da beleza, nossa campanha procura conscientizar, informar e debater questões relacionada aos direitos da mulher e seu papel na construção da sociedade moderna.

A cada divulgação da campanha #ComigoNão em blogs, a Specialità doará um conjunto de lingerie a abrigos de mulheres vítimas da violência, em diferentes localidades do Brasil.

Esta é nossa maneira de abraçar cada uma destas mulheres e demonstrar nosso respeito, nossa admiração e a nossa incansável vontade de mudar a realidade enfrentada por elas.




Nós sabemos que muita coisa ruim acontece atualmente, mas esse assunto em especial toca com mais força na gente por sermos mulheres, por imaginarmos a nossa vida nas mesmas tristes condições que várias outras mulheres estão.

A mulher merece ser reconhecida em todos os aspectos, e é aí que os problemas aparecem:

- No trabalho, mulheres ainda ganham menos do que homens para exercer as mesmas funções. 
- Em casos de estupro, muitas vezes, a mulher é julgada por pessoas que nem a conhecem. É muito importante deixar claro que a culpa não é da mulher que se veste ou se comporta de maneira adequada ou não: A culpa não é de ninguém senão do estuprador – que nada mais é do que um criminoso.
- Os homens, em geral, precisam enxergar a mulher com mais respeito. Cantadas no meio da rua são péssimas, e eles acham isso o máximo! A gente acaba se sentindo ofendida e, ao mesmo tempo, com medo. 
- Já perceberam que nas festas o Open Bar liberado sempre é só para as mulheres? Será por quê, né? Nesses momentos dá pra notar direitinho como somos tratadas como objetos em muitas ocasiões.
- Muitas mulheres sofrem com violência doméstica. E quando falamos disso o assunto fica mais sério ainda. Imagina só a pessoa que era “o amor da sua vida” se tornar um monstro que te agride e te aprisiona? Em muitos casos chegam a acontecer assassinatos (crimes que finalmente foram enquadrados na Lei do Feminicídio e agora podem ser julgados com mais rigor).
- A roupa que uma mulher usa, a maneira como ela se comporta em alguma situação ou até mesmo os lugares que ela frequenta, não são razões que justificam qualquer mal feito a ela por outra pessoa.

Também estamos acostumadas a ouvir falar que ‘Grandes Homens’ construíram a sociedade da maneira como a conhecemos e talvez seja esse o nosso erro: acostumar-nos com isso. 

Primeiro porque estamos cansadas de saber que muitas mulheres (MUITAS MESMO) tiveram papel fundamental ou protagonizaram vários acontecimentos, descobertas e invenções da humanidade. Segundo porque uma sociedade construída por ‘Grandes Homens’ obviamente vai sempre achar natural que os homens tenham privilégios, direitos ou funções que os diferenciem de nós, mulheres. E isso não é certo.

Homem ou Mulher, somos iguais em direitos, deveres e, principalmente, merecemos o mesmo respeito.

Pensando sobre o quanto isso reflete no dia a dia das mulheres, dá para concluir o seguinte: Somente no dia que uma mulher não precisar mais temer andar sozinha nas ruas à noite, por exemplo, ou quando uma mulher tiver liberdade o bastante para entrar em uma festa, no metrô, em um evento qualquer, com a roupa quiser e, de forma alguma, ser julgada, abusada ou minimizada por isso, aí sim teremos conquistado nosso lugar de direito na sociedade. Reconhecidas, respeitadas e, principalmente, em pé de igualdade com os homens.

Vamos ter certeza de que a mulher é valorizada da maneira que merece quando todas nós não precisarmos mais chorar, caladas, nossas cicatrizes – físicas ou não – causadas por homens que nunca nos deram o devido respeito e valor. E se nesse caso falar em primeira pessoa pode soar um pouco estranho, você pode ter certeza que existe alguma mulher muito perto que vive ou viveu casos de abuso ou agressão que ela jamais vai esquecer – e talvez nunca vá te contar, também!

A Specialità Lingerie, criadora da campanha COMIGO NÃO, e todos os blogs parceiros que estão abraçando esta ideia de proteção e valorização à mulher, acreditam que o respeito seja a grande arma de enfrentamento a este tipo de violência. 

Foi assim que nasceu a ideia da campanha #COMIGONÃO, que tem como objetivo mostrar às mulheres o seu poder, sua beleza, seu grande valor perante a sociedade e, principalmente, a sua capacidade de mudar os caminhos de sua vida, quebrar as correntes da opressão e se libertar para uma nova realidade. 

O grito de guerra dessas mulheres é esse: Comigo Não! 

Comigo não, porque a vida de uma mulher, seu corpo e seu destino, não pertencem a ninguém a não ser ela mesma. 

Comigo não, porque nenhuma mulher merece sofrer maus tratos de homem algum. 

Comigo não, porque é necessário força e coragem para vencer o medo e transformar uma realidade assustadora em algo que fique para sempre no passado. 

Apoie esta causa! Conheça a campanha #COMIGONÃO: 

Sobre a campanha e sobre quem a apoia: www.specialitalingerie.com.br/comigonao

Página do Facebook da campanha #COMIGONÃO: https://www.facebook.com/comigonao


Lembre-se: Quando você permanece neutro(a) em qualquer situação de opressão, você também se torna opressor.
Disque 180 e denuncie!

 

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1 Comentário(s)
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Um comentário:

  1. Adorei a iniciativa, parabéns pelo belo trabalho e parceria! Bjsss

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