Olá, Pessoal! Tudo bom?
O post hoje é automático, pois estou participando de um encontro pedagógico hoje e amanhã também.
Eu como professora de Português, ao ler este texto, me encantei, apesar de não ter filhos ainda. Mas eu levo isto para meus alunos. Eu não alfabetizo, ensino do 6.º ao 9.º anos (antiga 5.ª a 8.ª séries), mas quando peço uma produção de textos não corrijo 100%, pois acredito que seja muito importante deixar nossos alunos deixarem-se levar pela criatividade e imaginação.
Este texto é muito interessante para as mamãe e futuras mamães. Espero que gostem!

"O que você faria se recebesse, no meio de uma tarde qualquer, um bilhetinho fofo com erro de ortografia de seu filho ou sua filha que está aprendendo a ler e escrever? Se você agradece, enche a criança de beijos, mas depois corrige o erro, prepare-se para mergulhar num mar de remorso. "Bilhete de filho é sempre perfeito", lembrou a professora.

Uma vez eu corrigi um bilhetinho que veio num pedaço de papel em forma de coração. Disse que só faltava trocar o "i" pelo "e" na palavra "mamãe". Na verdade, eu fiquei na dúvida se deveria corrigir um gesto tão carinhoso. Mas eu também pensava que talvez a criança gostasse de saber que o próximo bilhete sairia certo. Porque para mim estava óbvio que ainda viriam muitos outros bilhetinhos pela frente.

No entanto, a escola esclareceu que há momentos apropriados para corrigir a ortografia de quem está começando a descobrir a escrita. Por isso não corrigem todos os erros de ortografia no caderno de Expressão Escrita. A ideia é deixar as crianças em processo de alfabetização à vontade para darem asas à imaginação. Nesse momento dizem ser mais importante aprender a organizar o pensamento do que respeitar a gramática. 

A professora contou o caso de uma mãe que mandou um recado indignado para a escola porque o texto de duas páginas que a filha tinha feito não foi totalmente corrigido. Aquela mãe pegou uma caneta rosa e ela mesma fez as correções no caderno da filha. Como resultado dessa atitude intempestiva, a filha travou. Ficou insegura, com medo de errar e passou a escrever textos de, no máximo, três linhas. E demorou para a professora reverter a situação. 

Eu sempre achei esquisito não corrigirem todo o texto. Não sabia que faziam isso de propósito. Afinal, se estavam aprendendo a escrever direito, como passar batido pelo que estava errado? E confesso que já tive vontade de passar a caneta vermelha em muita redação que chegou em casa corrigida pela metade. 

Mas, assim como na escola, as correções rigorosas devem ser feitas em outras matérias, em casa também temos outras chances para ajudar a escrever de maneira correta. Podemos pedir ajuda para fazer a lista de supermercado ou brincar de escolinha, por exemplo. E, de maneira suave, vamos aos poucos corrigindo as palavras erradas. Lembrando apenas que "bilhete de filho é sempre perfeito"."